Programa de Sanidade Avícola do governo do Estado garante excelência da avicultura gaúcha

No ano passado, foram realizadas 1.846 fiscalizações de biosseguridade em granjas avícolas do Estado

Programa de Sanidade Avícola do governo do Estado garante excelência da avicultura gaúcha
Divulgação Seapi

O anúncio recente de que a China reabriu o mercado à carne do frango no Rio Grande do Sul é reflexo de um trabalho intensivo conduzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Programa Estadual de Sanidade Avícola. Em 2025, a pasta realizou 1.846 fiscalizações de biosseguridade em granjas avícolas do Estado, além de conter focos de influenza aviária (H5N1) identificados em Montenegro e Sapucaia do Sul.

“Desde o registro dos primeiros casos de influenza aviária na América do Sul em 2022, a Secretaria da Agricultura intensificou todas as ações direcionadas à prevenção e à detecção precoce da doença, investindo na preparação para o enfrentamento em caso de ocorrência de focos”, destacou a coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola, Ananda Kowalski. 

Em 2025, foram realizados 138 atendimentos de casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa em aves, dos quais 51 tiveram amostras coletadas, por terem sido enquadrados como casos prováveis. Foram detectados os três focos de influenza aviária registrados em 2025: numa granja avícola de reprodução em Montenegro, no Zoológico de Sapucaia do Sul e em ave silvestre em Montenegro.

“A pronta atuação na contingência do foco de Montenegro, primeiro caso no Brasil de influenza aviária em granja avícola, com a rápida retomada da condição sanitária do país, são reflexos de toda a preparação feita pela secretaria. Isso foi destacado pelas missões internacionais que auditaram o Rio Grande do Sul”, pontuou a coordenadora.

Vigilância ativa de influenza aviária e doença de Newcastle

Ao longo do ano, também foram realizadas coletas de amostras para vigilância ativa de influenza aviária e doença de Newcastle, tanto em granjas avícolas como em criações de aves de fundo de quintal. Foram coletadas 5.655 amostras de aves comerciais e 513 amostras de aves de subsistência, analisadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária no Rio Grande do Sul e em Campinas (São Paulo). Não houve detecção de influenza aviária nem de doença de Newcastle.

“A vigilância ativa é um dos componentes do Plano de Vigilância para influenza aviária e doença de Newcastle do Ministério da Agricultura, sendo conduzida em ciclos, anualmente, pelos órgãos executores de sanidade agropecuária, como a Seapi”, explicou Ananda.

Para este ano, as ações de fiscalização de biosseguridade e de vigilância seguem sendo prioridade. O novo ciclo de vigilância ativa em avicultura industrial e em aves de subsistência, que está sendo executado desde novembro de 2025, tem previsão para conclusão em junho de 2026.

Texto: Ascom Seapi
Edição: Secom

Fonte: SECOM - RIO GRANDE DO SUL